Na quinta-feira (23), a empresa Gás Verde S.A., pertencente ao Grupo Urca Energia, concluiu a importação e a instalação de duas plantas industriais de alta tecnologia voltadas à síntese de CO₂ e produção de biometano via Vacuum Pressure Swing Adsorption (VPSA), consolidando sua posição como uma das principais referências em energia renovável e economia circular no Brasil.
As operações foram realizadas pela Alfândega do Porto do Rio de Janeiro (ALF/RJO), com importações iniciadas em fevereiro de 2025 e concluídas em outubro de 2025, envolvendo um processo complexo de embarques fracionados - cinco para a planta de CO₂ e seis para a planta Adsorção por Variação de Pressão a Vácuo (VPSA) de biometano.
Os equipamentos foram inspecionados e liberados após laudos técnicos emitidos por peritos credenciados pela Receita Federal, confirmando a conformidade com o regime de Ex-tarifário, que concede redução tributária a bens de capital sem produção equivalente nacional.
A transição energética no Brasil é um processo de transformação para fontes de energia mais limpas, é a troca gradual dos combustíveis fósseis - como petróleo e carvão, com a meta de atingir a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Receita Federal do Brasil contribuindo para o processo de transição energética do país!
???? O papel do biometano na agenda ESG
A conclusão do projeto representa um avanço significativo no cumprimento dos compromissos ESG da companhia. O biometano - combustível renovável obtido a partir da purificação do biogás oriundo de resíduos orgânicos - tem potencial para reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao gás natural fóssil.
Segundo informações disponíveis no site gasverde.com.br, o biometano produzido pela empresa substitui diretamente o gás natural em aplicações industriais, veiculares e energéticas, promovendo neutralidade de carbono, redução de passivos ambientais e valorização de resíduos urbanos e agroindustriais.
O uso do sistema VPSA permite maior eficiência energética e seletividade na separação de metano e dióxido de carbono, reduzindo desperdícios e otimizando o processo de purificação. Já a nova planta de síntese de CO₂ amplia a capacidade de captura, purificação e comercialização do gás, integrando o conceito de indústria de baixo carbono à cadeia de valor da Gás Verde.
⚙️ Tecnologia, inovação e governança
Com a implantação das duas plantas, a Gás Verde reforça o modelo de infraestrutura inteligente e rastreável, compatível com os critérios de financiamento sustentável e as metas de descarbonização do Brasil até 2050.
A iniciativa também contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em especial os ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
Além disso, o projeto demonstra governança e transparência regulatória, já que todos os embarques, laudos e processos de importação foram conduzidos sob supervisão da RFB e documentados eletronicamente via e-CAC, garantindo conformidade fiscal e aduaneira.
???? Um passo decisivo para a transição energética nacional
O projeto marca mais um passo da Gás Verde e do Grupo Urca Energia na expansão da infraestrutura verde no Brasil, integrando gestão de resíduos, energia limpa e inovação tecnológica.
A partir das novas plantas, estima-se um incremento significativo na capacidade de produção de biometano, com potencial de abastecer frotas de transporte pesado e indústrias de médio porte na região Sudeste, além de criar oportunidades de créditos de carbono certificados.
“O biometano é a ponte entre o Brasil do lixo e o Brasil do hidrogênio verde. Cada metro cúbico purificado representa menos emissões, mais eficiência e mais competitividade sustentável”, destacou um especialista do setor.
transição energética (fig. 1) transição energética (fig. 2)Conteúdo reproduzido para informação dos clientes da Astecol. Em caso de dúvida sobre como isso afeta a sua empresa, fale com a nossa equipe.
