
A geração dos Millennials liderou os afastamentos por saúde mental no trabalho em 2024. É o que revelam os dados do levantamento realizado pela B2P, consultoria especializada no acompanhamento e gestão de funcionários afastados por razões médicas, da It’sSeg Acrisure. De acordo com o estudo, 43% dos afastados são da geração nascida entre 1981 e 1994. Na segunda posição da lista aparece a geração Z (nascidos após 1995), representando 33% dos afastamentos, enquanto a geração X (nascidos de 1966 a 1980) somou 16% dos afastamentos. Já os baby boomers (nascidos antes de 1965) ficaram com 3% dos afastamentos.
A pesquisa da consultoria inclui um recorte de 426 mil colaboradores em 14 empresas brasileiras de diversos setores, considerando os afastamentos do ano passado. O serviço de gestão de afastados passou a integrar a lista de soluções da It’sSeg no final de 2020, quando a companhia adquiriu a B2P. Em 2023, a gestão de afastados gerou uma redução de custos de R$ 118,8 milhões para as empresas atendidas. No total, foram contabilizados 8.095 casos de afastamentos.
“Esses números só reforçam como a saúde mental tem impactado cada vez mais a qualidade de vida dos trabalhadores. Mostra que há um grande descompasso entre vida pessoal e profissional, trazendo riscos significativos não só ao próprio colaborador, como também à produtividade das companhias. As empresas precisam elaborar estratégias efetivas para lidar com esse tema e não deixarem o assunto para depois”, explica Marlene Capel, diretora da B2P.
A executiva diz que o departamento de Recursos Humanos desempenha um papel fundamental na mediação entre as gerações, podendo criar políticas que valorizem as diferenças e promovam um ambiente de trabalho harmônico. “É possível criar programas de desenvolvimento profissional adaptados a cada geração, bem como flexibilizar o modelo de trabalho para atender diferentes necessidades. Vale também estabelecer uma cultura organizacional inclusiva e diversa, usar a tecnologia para facilitar a comunicação entre gerações e realizar treinamentos sobre respeito intergeracional e mediação de conflitos”, exemplifica Marlene.
Veja abaixo os códigos internacionais de doenças (CID) de afastamento por saúde mental no trabalho por geração:
Geração CID principal 1 CID principal 2 CID principal 3 CID principal 4 CID principal 5 Outros CIDs BABY BOOMERS F41.0 F33.0 F10.2 F32.2 F41.1 F Total 15 Casos 20,00% 20,00% 6,67% 6,67% 6,67% 40,00% GERAÇÃO X F41.1 F41.0 F41.2 F32.0 F32.2 F Total 472 Casos 15,68% 15,25% 13,14% 7,84% 7,42% 40,68% MILLENNIALS F41.1 F41.0 F41.2 F32.2 F32.0 F Total 1685 Casos 18,81% 15,19% 13,06% 7,48% 7,24% 38,22% GERAÇÃO Z F41.1 F41.0 F41.2 F32.2 F32.0 F Total 822 Casos 17,52% 13,75% 13,75% 11,68% 8,27% 35,04%F41.1 - Ansiedade generalizada
F41.0 - Transtorno de pânico [ansiedade paroxística episódica]
F41.2 - Transtorno misto ansioso e depressivo
F32.2 - Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos
F32.0 - Episódio depressivo leve
F33.0 - Transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve
F10.2 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool
Segundo a diretora da B2P, a liderança estratégica tem um papel essencial na gestão de gerações e na prevenção de afastamentos por doenças mentais. Ela cita algumas ações, como:
Análise de indicadores de saúde mental: monitoramento do bem-estar dos colaboradores por meio de pesquisas de clima e avaliação psicológica periódica. Programas de apoio psicológico: implementação de assistência psicológica e treinamentos sobre gestão emocional. Adaptação do ambiente de trabalho: criação de espaços de descompressão e incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Feedback contínuo: promoção de uma cultura de feedback transparente e construtivo para reduzir o estresse e a ansiedade. Uso de tecnologia e IA: ferramentas de análise preditiva para identificar padrões de afastamento e criar planos de ação preventivos.O portfólio de serviços da empresa do grupo It’sSeg inclui a gestão de informações dos afastados, o acompanhamento dos funcionários nestas condições (burocracia, perícia, tratamento e preparação para o retorno) e a oferta da gestão dos dados de programas de qualidade de vida.
Um dos focos de atuação da B2P é mitigar os custos com o fator previdenciário das companhias. O tributo incide sobre a folha de pagamentos das organizações de acordo com a frequência de afastamento e a severidade dos casos.
Fonte: Conteúdo Comunicação
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